São Paulo, Buenos Aires, Montevidéu

O santo graal do freelancer

Este ano quero investir em melhorar a minha produtividade. Não para aumentar meus ganhos ou minha carteira de clientes, e sim para melhorar a minha qualidade de vida.

 

Há quase 15 anos, um terapeuta me disse uma coisa ótima: "O seu objetivo deve ser trabalhar menos e ganhar mais." Não ria, não! O simples fato de tomar consciência disso na época me fez melhorar a minha dinâmica de trabalho, ainda no início da minha vida de freelancer.

 

Em 2015, eu me esforcei para domar o cavalo selvagem que era a minha agenda. Até então, eu aceitava todos os trabalhos possíveis, com aquele pânico de muitos profissionais autônomos: melhor pegar tudo o que puder, porque nunca se sabe quando virão as vacas magras. No fim, as vacas continuavam rechonchudas (eu também, de tanto virar madrugadas trabalhando e comendo besteira) e eu vivia num ritmo maluco que prejudicava o meu bem-estar e o da minha família.

 

No começo do ano passado, quando percebi que não dava mais para continuar naquele esquema, tomei uma decisão simples: ser realista com os prazos de entrega. Isso fez toda a diferença. Em vez de ver como fazer para encaixar aquele novo trabalho na agenda já apertada, eu comecei a inflar os prazos um pouco, uns 20 ou 30%. Na maioria dos casos o cliente concorda, o que me faz pensar que a correria à qual eu estava acostumada era em grande parte imposta por mim mesma. Se a urgência for real, eu consigo encaixar, porque realmente sobra espaço. Ou seja, quando pinta um trabalho urgente, a agenda fica apertada. Mas quando não, o tempo fica mais administrável.

 

E era isso que eu precisava, uma agenda administrável, porque eu sentia que a minha vida profissional estava sugando a vida pessoal, a vida familiar, a vida amorosa, tudo. Era uma enxurrada, todo dia correndo atrás do que já estava passando por mim, sem conseguir segurar as coisas. Então o fato de 2015 ter passado com uma única noite em claro (que pesou muito mais no corpo do que pareceram pesar as muitas noites em claro de anos anteriores) já foi uma grande conquista.

 

Para este ano, o que quero é definir um horário de trabalho. Trabalhar em casa é uma faca de dois gumes: é ótimo a gente não sair de casa e poder ficar com os filhos e tal. O que é péssimo é a gente nunca sair do escritório. Não quero mais morar no trabalho. Pretendo estabelecer um horário para trabalhar e um horário para fechar o computador e ficar em casa com os meus filhos, com o marido, com as nossas coisas, fazendo música, fazendo arte, escrevendo... Ops, escrevendo não, porque para isso tenho que abrir o computador!

 

O que preciso é aproveitar o meu tempo o melhor possível e conseguir "fechar a lojinha" em um horário de gente, por isso este ano o foco é na produtividade. Um primeiro passo já foi dado: comprei um computador novo, lindo, leve, prático, rapidíssimo. É um Dell, este aqui. O meu velho Dell, tadinho, já estava com 7 anos, o que equivale a 77 anos em vida de computador.

 

Também vou voltar a ler os textos da Thais Godinho no Vida Organizada, e do Leo Babauta, no Zen Habits, que costumam ser ótimos. Vamos ver se em 2016 finalmente consigo encontrar o santo graal do profissional autônomo, aquele tão cobiçado equilíbrio entre o trabalho e os outros domínios da vida.

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